Por hoje é só, pessoal

•agosto 13, 2009 • 1 Comentário

Já escrevi muitas vezes que iria sumir, que precisava de tempo, que precisava pensar. Nunca levei realmente a sério isso, mas dessa vez vai funcionar.
Esse blog entra em férias definitivas.
Não posso mais fugir pra cá quando algo dá errado. Meu espaço para desabafo não é mais solitário. Não faz mais sentido desabafar aqui sabendo que eu tenho 50 leitores por dia.
Além disso, não me faz nada bem ficar relendo o que já foi publicado aqui. É tanta coisa ruim escrita em cada página. Tanto sentimento misturado.
Chega de sofrer pelo que já passou. O blog era pra ser um lugar para desabafar e me distrair, mas de uns tempos pra cá se tornou um cantinho de sofrimento.
Eu preciso aprender a falar. Preciso aprender a conversar de verdade com as pessoas. E esse blog só faz com que eu me esconda ainda mais.
Então é isso…
Até nunca mais.

O fim. (2)

•julho 31, 2009 • 1 Comentário

Olhando para ele agora, desejei que nossa relação fosse como um romance antigo, uma linda história de amor à primeira vista, isso poderia explicar porque dizer adeus era tão doloroso. Mas não adiantava, nós nunca fomos convencionais o bastante para isso. Nenhum de nós nunca teve a ilusão de que o amor seria eterno, de que casaríamos e seriamos felizes para sempre. E agora era duro demais assumir que estávamos certos.
Eu continuava agarrada a ele. Era até engraçado, na verdade, que aqueles braços fossem a única forma de acalmar um pouco minha alma. Eu só conseguia conversar com ele sobre a dor que estava sentindo e tentava, a todo custo, me esquecer de que havia sido ele o responsável por meu sofrer.
- Você está certo, eu sei como explicar porque preciso que me deixe. – Não adiantava mais tentar enganá-lo. – Mas não me force a falar agora. Por favor! Deixe-me aproveitar você por mais um minuto.
- Pra toda vida, se quiser. – Ele respondeu puxando meu corpo um pouco mais forte contra o seu.
O calor, o cheiro, a voz. Tudo nele me atraia de uma maneira quase animal. Às vezes, tinha a impressão de que era por instinto que me aproximava dele, que era algo que eu não podia controlar.
- Eu nunca te disse quando foi que percebi que estava apaixonada por você.
- Não quero saber! Remoer essas lembranças só vai fazer com que fique pior. – Eu não entendi se ele falava sobre mim ou se sobre ele mesmo. Quem é que sofreria com as memórias? Avaliei rapidamente o estado de cada um: eu em prantos, ele apenas com os olhos levemente vermelhos e molhados. Deduzi que era eu quem ele queria proteger.
- Mas eu quero falar!
- Ok, conte. Mas cuidado com o excesso de fantasias, mocinha! – Eu tinha uma leve tendência a romantizar demais as coisas. Ele detestava isso!
- Pode deixar! – pela primeira vez desde o início da conversa, o sorriso em meu rosto era verdadeiro. – Eu descobri que te amava na primeira vez em que te vi com sono. Não ria! Eu estou falando sério.
- Desculpe, prossiga. – seus lábios se contraíram, tentando segurar a gargalhada.
- Você estava na minha casa, deitado ao meu lado. Não lembro mais sobre o que conversávamos, só sei que seu sono era tanto, que você parecia meio bêbado…
- Todo mundo fica assim quando está cansado. – Sua voz agora era de impaciência.
- Eu sei que fica! Mas naquele momento eu disse algo engraçado e você começou a rir. – Meu rosto se contraiu por um segundo. Fiz um esforço e consegui falar sem que as lágrimas me engasgassem. – Você parecia uma criança…
- Você descobriu que me amava porque eu parecia uma criança? Isso não faz muito sentido.
- Foi a primeira vez que sua face madura e responsável se rendeu. A primeira vez que vi aquele sorriso… Minutos depois, você dormiu. Confesso que passei grande parte da noite te observando. Era a expressão mais linda do mundo pra mim. Tive certeza do quanto você se sentia bem ao meu lado. E aí percebi que poderia passar a eternidade a te olhar dormindo…
- É por isso que me chama de… Criança? – Ele engasgou na última palavra.
- Sempre foi. Quando VOCÊ me chamou de criança pela primeira vez, isso tudo já havia acontecido e eu achei até engraçado. Foi aí que tomei a liberdade de te chamar assim também.
- Por que você quer que eu te deixe?
- Ainda não, criança… Ainda não…
Ele sorriu e me abraçou novamente.
Eu sabia que não poderia prendê-lo por muito tempo. Na verdade, eu nunca o prendi nem fui presa por ele. Era essa a diferença do nosso relacionamento. Não havia obrigações. Estávamos juntos simplesmente porque era aquilo que queríamos no momento. Foi graças a ele que percebi que era isso que fazia com que fosse muito mais verdadeiro: não havia compromisso! Nós éramos do mundo. E, ao mesmo tempo, éramos um do outro. Só que isso um dia mudou pra mim. Ele de repente se transformou no meu mundo, um mundo que estava prestes a desabar.
- Se você quer tanto que eu suma, por que continua a me procurar?
- Porque eu já achei que ia te perder pra sempre uma vez. E foi a pior sensação que experimentei na vida.
- Você sabia que não me perderia. Eu te disse que te amaria pra sempre e que estaria sempre aqui por você… – ele não tinha entendido o que eu queria dizer.
- Eu estou falando de quando achei que… – comecei a chorar novamente.
- De quando achou que eu ia morrer…
- Você não faz idéia do que passei. Nunca te disse como foi difícil.
Era esse o motivo. Fazia-me mal demais ficar perto dele, mas ainda assim era melhor. Era muito mais fácil do que imaginar que nunca mais veria o seu rosto, suas mãos inquietas, seus pensamentos confusos, o sorriso de sono…
Mas eu precisava entender a minha vida agora. E era complicado demais pensar em qualquer outra coisa enquanto me esforçava para não perdê-lo de vista.
- Promete que vai embora?
- Sim…
- E promete que volta se eu não agüentar viver longe?
- Nunca foi minha vontade ficar longe de você.
- E se um dia for?
Ele não me respondeu…

(continua depois…)

O fim.

•julho 28, 2009 • Deixe um comentário

O arrepio dominava a pele, a respiração ficava mais forte. Tocava com a palma das mãos a face que tanto desejava e odiava. Empurrava-o para longe, mas rapidamente era puxada de volta pela cintura e meu corpo voltava a se chocar com o peito forte e nu que parecia me atrair.
- Você não quer que eu me afaste! – Dizia ele enquanto me segurava com ainda mais força, agora com as mãos presas em meus cabelos.
- Eu quero que suma, morra, desapareça! – A voz era rouca, falhada, mentirosa. Eu sabia que tudo o que desejava era senti-lo ainda mais perto.
- Eu desapareço se for preciso, se for o que realmente quiser. Mas você não quer que eu me afaste de verdade. – O sorriso inevitavelmente dominava seu rosto quando se exibia. Ele fazia questão de mostrar que conhecia minha fraqueza e isso me deixava com mais raiva.
E com ainda mais desejo…
- Você precisa se afastar! Eu não sou forte o bastante para fazer isso sozinha, então preciso que fuja! Por favor! – Meu Deus, eu estava pedindo pra ele me abandonar. Durante muito tempo, a única coisa que temi foi pensar em um dia não o ter por perto. E agora eu o mando sumir?
- Eu não posso te deixar aqui sozinha e sofrendo. Certa vez prometi que nunca deixaria que te machucassem, como acha que me sentiria se justo eu fosse o responsável por sua dor? – Enquanto falava, algumas lágrimas escorriam por seu rosto.
- Você não é o culpado! Eu sou! Eu que não soube te esquecer! – A voz agora já era apenas um sussurro. Não conseguia respirar, estava sufocada, afogada.
Minha mente se inundou de lembranças. Como poderia esquecer tudo isso? Chorei compulsivamente. Por que ele me machucou tanto? Por que foi ele o encarregado de me ensinar o que era a dor?
Sentindo que eu não resistiria mais, me abraçou. Pousou um braço sobre os meus ombros e o com o outro laçou minha cintura. Seu peito doce e firmemente apoiando meu rosto. Seus lábios pressionados contra meus cabelos.
Eu ouvia seu coração batendo cada vez mais forte. Estava ofegante. O que será que pensava enquanto tentava me acalmar?
- O que mais dói, é saber que posso viver longe de você. O que mais me machuca não é essa saudade que invade meu peito e me devora assim que ameaça partir. O pior é imaginar que um dia conseguirei te esquecer. – Era a primeira vez que não mentia e o acelerar repentino de seu coração me fez perceber que ele sabia disso. Meu medo maior era realmente conseguir viver sem precisar dos seus olhos de para me guiar…
- Se não quer me esquecer, por que insiste em me mandar partir? Por que precisa que eu fique distante?
- Eu nunca conseguiria explicar. – Como falaria que o amor só crescia, quando na verdade deveria diminuir? Ele nunca entenderia que eu precisava me afastar antes que o amor começasse a doer de novo.
- Mentira! Você só tem medo de me contar e eu acreditar em seus argumentos! Teme que finalmente te obedeça e suma!
Ele me conhecia bem. Estava mesmo mentindo…

(continua depois…)

Hoje

•julho 17, 2009 • Deixe um comentário

Hoje acordei com aquele nó que há tempos não sentia.
Com a respiração difícil, a garganta fechada, os olhos molhados.
Não sei mais porque essa sensação volta.
É um vazio sem fim, que parece apertar o peito, esmagar mesmo, até me prender na cama e me fazer perder a vontade de levantar.
É uma dor sem motivo, sem razão.Uma vontade de gritar que não cabe mais na garganta.
É por um momento se sentir a única pessoa do planeta.
Correr em busca de atenção. Me sentir um poquinho menor a cada resposta negativa. Perceber que já ouvi tantos “nãos” que talvez eu chegue a diminuir até sumir.
Hoje eu acordei sem saber pra onde correr. Logo eu, que me acho tão esperta, me vi sem saída.
Esse inferno não passa nunca?

E quem é que vale a pena?

•julho 13, 2009 • 1 Comentário

Há alguns dias escrevi aqui que precisava de um tempo sozinha pra pensar na vida e que depois eu voltaria a procurar quem valessem a pena. Não deu certo, obviamente. Primeiro porque as pessoas simplesmente não conseguem respeitar o fato de eu querer ficar sozinha. Segundo porque porque não consigo mais encontrar pessoas que mereçam ser procuradas quando esse “tempo” acabar.
A parte de pensar nas coisas, entretanto, até que está funcionando bem.
Antes achava que estava cercada de malucos. Agora já entendi que na verdade estou rodeada de idiotas. Antes estava deprimida por achar que passava por um período difícil na vida. Agora percebo que só fiquei deprimida por notar que a vida é dificil mesmo.
Antes achava que ia ficar sozinha por um tempo só pra pensar. Agora tenho mais do que certeza de que se for pra voltar ao que era antes, eu prefiro mesmo a solidão.
Chega de relacionamentos vazios, de pessoas imaturas (sim, algumas conseguem ser mais imaturas que eu), chega dos imbecilzinhos (Há!) que estão ao meu redor, dos “amigos de balada”, das baladas pra ganhar amigos. Chega de ser hipócrita.
Muita gente migrou definitivamente da lista dos interessantes para a dos babacas. Ninguém fez o caminho contrário.
Se eu realmente acredito que na vida a gente só aprende se relacionando com as pessoas, por que diabos insisto em me envolver com quem não tem nada a ensinar?
Estou cansada de tentar achar pessoas que façam meia hora de conversa valer a pena.

Larápia (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)

•julho 13, 2009 • 3 Comentários

A Distância

Nunca mais você ouviu falar de mim
Mas eu continuei a ter você
Em toda esta saudade que ficou…
Tanto tempo já passou e eu não te esqueci.

Quantas vezes eu pensei voltar
E dizer que o meu amor nada mudou
Mas o meu silêncio foi maior
E na distância morro
Todo dia sem você saber.

O que restou do nosso amor ficou
No tempo, esquecido por você…
Vivendo do que fomos ainda estou
Tanta coisa já mudou, só eu não te esqueci.

Quantas vezes eu pensei voltar
E dizer que o meu amor nada mudou
Mas o meu silêncio foi maior
E na distância morro
Todo dia sem você saber.

Eu só queria lhe dizer que eu
Tentei deixar de amar, não consegui
Se alguma vez você pensar em mim
Não se esqueça de lembrar
Que eu nunca te esqueci

Quantas vezes eu pensei voltar
E dizer que o meu amor nada mudou
Mas o meu silêncio foi maior
E na distância morro
Todo dia sem você saber.

E viva o Rei.

Não consigo

•julho 3, 2009 • 5 Comentários

Não consigo mais perdoar a burrice alheia.
Não adianta.
Cansei de ser modesta e esconder o que penso. Sim, eu sou mais inteligente que algumas pessoas.
Eu tento, juro que tento, conviver com todo mundo. Mas chega uma hora em que simplesmente não dá!
Gente burra, ignorante. É isso que mais tenho visto por aí. E o pior de tudo é que esse tipo de pessoa sempre se acha no direito de julgar todo mundo.
Mais do que julgar, eles acham que estão sempre certos. Acham que podem sair por aí condenando o estilo de vida que não é semelhante ao seu.
Ué, mas você não está fazendo a mesma coisa, Carol? Não, não estou!
A diferença aqui é que eu sei sobre o que estou falando. Eu sei assumir quando estou errada. Eu sei ouvir opiniões contrárias.
O povo burro não sabe!
O pior de tudo é aquele burro que se acha esperto! Ah, esse é sempre o mais engraçado de se observar! Ele sempre vai dar um jeito de tentar te provar que só ele entende de tudo. Sendo que, na verdade, não entende nada.
Sobre tudo isso, só consigo dizer mais uma coisa: Não quis ouvir os outros e se deu mal? Bem feito!

Perdida…

•junho 29, 2009 • 2 Comentários

Completamente perdida. É assim que me encontro nesse exato momento.
Não sei o que vou fazer, só sei que preciso pensar. Ficar sozinha por um tempo e tentar botar a cabeça de volta no lugar.
É tanta coisa. Tanta dúvida. Tanto medo de nada dar certo.
Vou sumir por um tempo. Não daqui, mas da vida real. Vou me trancar de novo em meus pensamentos.
Eu sempre preciso de pausas quando as coisas saem do meu controle.
Já pedi um tempo aos amigos, já tentei manter distância dos amores, já me afastei da família, já me escondi de quase todas as formas.
Acho que meu erro foi nunca ter me desprendido das minhas crenças, me libertado de mim mesma. E é isso que vou fazer agora.
Peço licença pra me afastar do mundo.
Quando a cabeça estiver boa de novo, eu volto a procurar quem vale a pena.
Por enquanto, eu preciso só de mim…

Então vamos falar sobre os diplomas

•junho 18, 2009 • 22 Comentários

Li duas opiniões a respeito da decisão do STF sobre a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista (no caso, foi aprovada a não obrigatoriedade). Entendo, mesmo, a revolta das duas, mas vamos com calma nas avaliações.
Nós fizemos sim 4 anos de faculdade, estamos prestes a pegar o diploma e agora descobrimos que qualquer um pode exercer a mesma função que a nossa. É esse o motivo de tanto nervoso? É saber que tanto esforço foi “em vão”?
Mas agora é o momento em que vão me jogar pedras: eu não discordo dessa decisão.
Não é um diploma que prova sua competência. Nós tivemos a possibilidade de pagar 4 anos de estudo, mas existe muita gente bem preparada que não teve. Existem pessoas com textos brilhantes fora das faculdades e pessoas com textos medíocres que estão se formando por aí.
Estamos nos formando com mais 90 pessoas. Se eu disser que dessas todas só 10 sabem argumentar e defender um ponto de vista, serei extremamente otimista. O número é menor, bem menor.
Estamos em uma sala de aula repleta de pessoas que não sabem escrever, com professores que são profissionais formados, com anos de carreira, e que também possuem opiniões no mínimo questionáveis. Nosso querido web-mestre é uma prova disso.
As universidades não deveriam ensinar profissões apenas. Elas deveriam ser um espaço de reflexão. Um espaço em que nós pudessemos aprender a pensar de maneira crítica sobre a vida. Mas não, tudo o que aprendemos hoje é como copiar a forma que o profissional bem sucedido tem de trabalhar.
Tentem discordar completamente de um professor. Você entenderá o que tento dizer. Não existe espaço para discussões. As pessoas não querem pensar no porquê das coisas, elas querem apenas a fórmula mágica que as levem direto para as grandes redações.
Não há como dizer que frequentar 4 anos de aulas na UNIP tenha me qualificado tanto a ponto de menosprezar alguém que não tenha diploma. E todas as universidades são assim.
Um bom exemplo de onde estou tentando chegar é: A imprensa hoje é repleta de profissionais com diplomas. Agora pensem no papel que os grandes veículos têm desempenhado na sociedade. Eles tem credibilidade? Eles são imparciais? O diploma não adianta de nada nesse caso.
A imprensa é sim considerada o quarto poder. Mas não deveria ser. O papel da imprensa atualmente beira o ridículo em alguns momentos. E os jornalistas continuam se achando formadores de opinião.
Mas o jornalista não é um “formador de opiniao”? Não!!
O jornalista não é, nem nunca deveria ter sido, um formador de opinião. Ele tem a obrigação de transmitir o ocorrido, com o maior número de detalhes, com todas as versões do fato e com a maior imparcialidade que for possível. E só. Não cabe ao jornalista formar opiniões. E o ato de pensar que cabe faz com que criemos jornalistas manipuladores, que acreditam que estão acima do resto da população. A opinião de um jornalista deveria valer tanto quanto a opinião de qualquer outra pessoa.
Em breve serei jornalista também. E espero que minha opinião não passe a valer mais só porque paguei quatro anos de mensalidade em uma universidade que não é lá muito difícil de se entrar.
Lu, quando você fala sobre as pessoas que não são formadas, tudo o que passa em minha cabeça é: Existem muito mais imbecilzinhos se formando do que imbecilzinhos não formados (não estou te chamando de imbecil, só estou usando a palavra que usou). Não ache que o fato de não fazer faculdade transforme alguém em imbecil, por favor.
Se a questão aqui for oportunidades de emprego, ok. Aí eu também fico pensando: “droga, agora vai ter muito mais gente pra roubar o meu lugar”.
Mas se o ponto for outro, aí a coisa muda. Pra mim, finalmente estão fazendo justiça. Espero mesmo que isso seja um sinal de que finalmente a competência vai ser avaliada e não somente um diploma.
Porque conheço muitos não-formados imensamente mais competentes do que os pagantes de mensalidades.

O meu gostar

•junho 18, 2009 • Deixe um comentário

Sempre tive problemas com o meu “gostar”. Sou desconfiada, arredia. Conheço alguém e fico dias e mais dias procurando motivos pra essa pessoa me desapontar. Acho que é algum tipo de prazer bizarro. Eu fico mais satisfeita quando a pessoa não supera minhas expectativas.
O problema aí é quando ela me surpreende. Poxa, se a pessoa realmente se mostrou digna de confiança, é sinal de que vale a pena. Sinal de que ela tem algo a mais. E aí eu me jogo demais, me entrego demais. Não falo isso só de relacionamentos “homem e mulher” não. Sou assim em qualquer relação. Juro amor aos amigos, começo a me apegar a tudo, achar graça nos defeitos, idolatrar as qualidades, transformo a pessoa em um pedaço de mim.
Só que aí ela me decepciona. E quando isso acontece, o baque é sempre imenso. Como pode? Aquele que eu pensei que fosse diferente, aquele que jurei ser especial, se mostrar exatamente igual aos outros?
É sempre nesse ponto que me vejo sem rumo.
O problema do meu gostar é que ele é tão intenso, que se transforma em detestar quando algo sai do controle. Eu pego birra, sinto repulsa, tenho vontade de fazer a pessoa sumir. Claro que isso só acontece porque sou extremamente mimada. Assumo isso. Nada mais sou do que uma criança buscando o brinquedo perfeito. E os meus brinquedos são humanos, cheios de defeitos. Uso as pessoas até o limite. Até descobrir que elas também estavam me usando.
É um tipo de jogo da vida. Enquanto as coisas estão escondidas, eu tô feliz.
Ultimamente isso tem acontecido mais rápido que o normal. Acho que eu estou finalmente aprendendo a não confiar tão cegamente. Ou então, estou buscando pessoas mais “especiais” do que normal. Não sei.
Só sei que me decepcionei com todos os meus velhos amigos. E continuo tentando provar que os novos não valem a pena.
Peraí, isso ainda pode ser chamado de amizade? Acho que não…
Sempre tive pavor de ficar sozinha. Agora tenho certeza de que é isso que preciso. Não dá mais pra viver de novos relacionamentos falsos. Assim como não dá pra continuar tentando não me desapontar com aqueles que estão por aqui.